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Enquadramento

Com base nos artigos 5.º e 6.º do Regulamento (CE)  2371/2002 do Conselho de 20 de dezembro de 2002, relativo à conservação e à exploração sustentável dos recursos haliêuticos no âmbito da Política Comum das Pescas (PCP), na redação dada pelo Regulamento (CE) 865/2007 do Conselho de 10 de julho de 2007 e pelo Regulamento (CE) 1224/2009 do Conselho de 20 de novembro de 2009, a gestão das unidades populacionais era feita através de Planos de Recuperação (objetivo: reconstituir unidades populacionais fora dos limites biológicos seguros) e Planos de Gestão (objetivo: gerir e manter as unidades populacionais dentro de limites biológicos seguros).

Os planos definem objetivos em termos de mortalidade por pesca ou biomassa das unidades populacionais. Habitualmente os Planos integram limites máximos na variação inter-anual dos Totais Admissíveis de Capturas (TAC), de modo a assegurar um mínimo de estabilidade para o sector das pescas, e ainda zonas interditas e medidas técnicas rigorosas em matéria de malhagens e artes de pesca, bem como controlo, inspeção e vigilância rigorosos.

Em matéria de controlo, por exemplo, os navios devem informar antecipadamente as autoridades sobre os desembarques planeados e, caso as capturas excedam um peso determinado, os mesmos devem ser efetuados em portos especialmente concebidos para o efeito. Os planos plurianuais têm igualmente sido um dos principais instrumentos para a introdução da gestão do esforço de pesca (limitações no número anual de dias de permanência no mar) na PCP.

 

 Planos de Recuperação

Os planos de recuperação, adotados por regulamentos comunitários, têm sempre um objetivo de gestão de longo prazo, de forma a, durante até 10 anos, recuperar os recursos aos níveis biológicos de segurança, incluindo uma vasta gama de instrumentos de gestão, entre os quais a redução das possibilidades de pesca, limitação do esforço de pesca, estabelecimento de épocas de defeso, tamanhos mínimos, capturas acessórias e medidas de controlo específicas.

Ao longo dos anos têm sido adotados planos para várias unidades populacionais, mas os que são mais importantes para Portugal são o Plano de Recuperação do Atum Rabilho e o Plano de Recuperação da Palmeta.

 

 Planos de Recuperação em vigor

 

 Planos de Gestão

Plano de Gestão da Enguia

Foi aprovado, por Decisão de 5 de abril de 2011 da Comissão Europeia, o Plano de Gestão da enguia apresentado por Portugal, no âmbito do Regulamento (CE) 1100/2007 da Comissão, de 18 de setembro. Este regulamento prevê a apresentação e aprovação, pela Comissão, de Planos nacionais para recuperação das populações de enguia europeia envolvendo medidas de controlo do esforço de pesca mas também medidas que permitam a reconstrução dos habitats da enguia e a eliminação de barreiras à sua progressão nos cursos de água.

O Plano português abrange as bacias hidrográficas dos Rios nacionais. Para além disso, foi já aprovado em 21 de maio de 2012, o Plano Transfronteiriço de Gestão da Enguia do Rio Minho, que foi apresentado à Comissão por Portugal e Espanha. Dada a reduzida expressão da pesca de enguia no Rio Guadiana não será apresentado nenhum Plano de Gestão Transfronteiriço para o Rio Guadiana.

  • Plano de Gestão da Enguia Europeia (Anguilla anguilla)
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  • 1.º Relatório de implementação do Plano de Gestão da Enguia em Portugal (julho 2012)
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  • 2.º Relatório de implementação do PLano de Gestão da Enguia em Portugal (setembro 2015)
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  • Plano Transfronteiriço de Gestão da Enguia do Rio Minho apresentado à Comissão no âmbito da comissão Internacional de Limites entre Portugal e Espanha
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Plano de Gestão da Sardinha

Com vista a assegurar a sustentabilidade da pesca da sardinha (Sardina pilchardus) capturada com a arte de cerco, no âmbito do processo de gestão partilhada deste recurso, foram já implementadas as restrições à pesca na costa continental portuguesa estabelecidas através da Portaria n.º 251/2010, de 4 de maio, alterada pela Portaria n.º 294/2011, de 14 de novembro, pela Portaria n.º 173-A/2015, de 8 de junho e pela Portaria n.º 34-A/2016, de 29 de fevereiro.

O artigo 2º da Portaria nº 294/2011, de 14 de novembro, determina uma interdição da pesca de sardinha com cerco durante 48 horas em cada fim de semana, prevendo-se, no nº 4 do mesmo artigo, a possibilidade de alteração do período de paragem mediante comunicação prévia da ANOPCERCO.

Os períodos atualmente em vigor são os seguintes, por áreas de jurisdição das Capitanias:

  • De Caminha à Figueira da Foz: das 00.00 horas de sábado até às 00.00 horas de segunda-feira;
  • Da Nazaré a Lisboa: das 13:45 horas de sábado até às 13:45 horas de segunda-feira;
  • Setúbal e Sines: das 20.00 horas de sexta-feira até às 20.00 horas de domingo;
  • Lagos e Portimão e Sagres: das 18:00 horas de sexta-feira às 18:00 horas de domingo;
  • Faro a Vila Real de Santo António: das 02:00 horas de sábado às 02:00 horas de segunda-feira.

O artigo 3.º da Portaria n.º 251/2010, de 4 de maio, na redação dada pela Portaria n.º 34-A/2016, de 29 de fevereiro, determina a repartição do limite anual de descargas para a frota portuguesa pelos grupos de embarcações que capturam sardinha com arte de cerco, nos seguintes termos:

a) 98,5 %, para o grupo constituído pelas embarcações cujos armadores ou proprietários sejam membros das organizações de produtores (OP) reconhecidas para a espécie sardinha;

b) 1,5 %, para o grupo constituído pelas embarcações cujos armadores ou proprietários não sejam membros das OP reconhecidas para a espécie sardinha.

Foi publicado o Despacho n.º 1847-A/2017, de 1 de março, que estabelece as regras aplicáveis à captura de sardinha (Sardina pilchardus) com a arte de cerco na costa continental portuguesa para o período de 1 de março a 31 de julho de 2017.

Foi publicado o Despacho n.º 6649-A/2017, de 31 de ,julho, que estabelece as regras aplicáveis à captura de sardinha (Sardina pilchardus) com a arte de cerco na costa continental portuguesa para o período de 1 de agosto a 1 de novembro de 2017.

Foi publicado o Despacho n.º 532-A/2018, de 29 de dezembro de 2017, que estabelece um período de interdição de captura para qualquer arte de pesca, manutenção a bordo e descarga de sardinha (Sardina pilchardus), até ao dia 30 de abril de 2018, na zona 9 do ICES. O referido despacho produz efeito no dia seguinte ao da sua publicação.

Foi publicado o Despacho n.º 9193-B/2018, de 28 de setembro de 2018, interdita a captura, manutenção a bordo e descarga de sardinha (Sardina pilchardus), até ao dia 15 de maio de 2019. 

Foi publicado o Despacho n.º 4859-A/2019, de 14 de maio, que estabelece as regras aplicáveis à captura de sardinha (Sardina pilchardus) com a arte de cerco na costa continental portuguesa para o período de 3 de junho a 31 de julho de 2019.

  • Plano de Gestão para a Pesca da Sardinha – (2012-2015 )
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  • Sardine Fishery Management Plan - (2012-2015)
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 Planos Plurianuais

O Regulamento (UE) 2019/472 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de março de 2019, que estabelece um plano plurianual para as unidades populacionais capturadas nas águas ocidentais e águas adjacentes, e para as pescarias que exploram essas unidades populacionais, que altera os Regulamentos (UE) 2016/1139 e (UE) 2018/973, e que revoga os Regulamentos (CE) n.º 811/2004, (CE) n.º 2166/2005, (CE) n.º 388/2006, (CE) n.º 509/2007 e (CE) n.º 1300/2008 do Conselho.

Este plano aplica-se às unidades populacionais demersais a seguir enumeradas, incluindo as unidades populacionais de profundidade, nas águas ocidentais, e, sempre que essas unidades populacionais se estendam para além das águas ocidentais, nas suas águas adjacentes, e para as pescarias que exploram essas unidades populacionais:

  • Peixe-espada-preto (Aphanopus carbo) nas subzonas CIEM 1, 2, 4, 6-8, 10 e 14 e nas divisões CIEM 3a, 5a, 5b, 9a e 12b;
  • Robalo-legítimo (Dicentrarchus labrax) nas divisões CIEM 8c e 9a;
  • Areeiros (Lepidorhombus spp.) nas divisões CIEM 8c e 9a;
  • Tamboril (Lophiidae) nas divisões CIEM 8c e 9a;
  • Pescada (Merluccius merluccius) nas divisões CIEM 8c e 9a;
  • Lagostim (Nephrops norvegicus) por unidade funcional nas subzonas CIEM 9 e 10 e na zona CECAF 34.1.1:

         Nas águas atlânticas da Península Ibérica — leste, Galiza ocidental e norte de Portugal (UF 26-27)
         Nas águas atlânticas da Península Ibérica — leste e sudoeste e sul de Portugal (UF 28-29)
         Nas águas atlânticas da Península Ibérica — leste e golfo de Cádis (UF 30);

  • Goraz (Pagellus bogaraveo) na subzona CIEM 9;
  • Linguado-legítimo (Solea solea) nas divisões CIEM 8c e 9a.

 

 Planos de Ajustamento do Esforço de Pesca

A regulamentação comunitária do Fundo Europeu das Pescas (FEP), Regulamento (CE) 1198/2006 do Conselho, de 27 de julho de 2006, regulamentado pelo Regulamento (CE) 498/2007 da Comissão, de 26 de março de 2007, prevê a possibilidade dos estados membros implementarem, a nível nacional, planos de ajustamento do esforço de pesca tendo em vista a adaptação da frota de pesca aos recursos disponíveis.

Estes planos de ajustamento do esforço de pesca contemplam cessações temporárias e cessações definitivas de embarcações da frota de pesca do Continente.

  • Plano de Ajustamento de Esforço de Pesca - Palmeta / Alabote da Gronelândia
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  • Plano de Ajustamento de Esforço de Pesca - Arrasto com Ganchorra na zona Sul
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  • Plano de Ajustamento de Esforço de Pesca - Arrasto com Ganchorra
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  • Plano de Ajustamento de Esforço de Pesca - Palangre
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  • Plano de Ajustamento de Esforço de Pesca - Pequenos Pelágicos
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  • Revisão do Plano de Ajustamento de Pesca - Pequenos Pelágicos (2014)
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  • Plano de Ajustamento de Esforço de Pesca - Restante frota - Atividade igual ou superior a 150 dias em 2007
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  • Plano de Ajustamento de Esforço de Pesca - Arrasto de Vara
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