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 Enquadramento
 
Portugal possui, na parte continental do território, cinco Salgados (conjuntos de salinas): Aveiro, Figueira da Foz, Tejo, Sado e Algarve.
A técnica mais tradicional e que vem de tempos imemoriais, porquanto os Romanos já a utilizavam, é a que se encontra ainda em uso no Salgado de Aveiro, sendo conhecida também por "técnica aveirense" aplicada em pequenas unidades, associando frequentes "reduras" (recolhas de sal) e uma mão-de-obra intensiva e conhecedora do ofício.
 
 
As técnicas mecanizadas, algumas muito sofisticadas e fazendo uso de maquinaria pesada, são adotadas em unidades  de maiores dimensões e em que o número de recolhas por safra (ciclo anual de produção) é pequeno. Globalmente a atividade produtiva do sal marinho é muito benéfica para a manutenção dos equilíbrios ambientais nas zonas costeiras, sendo a avifauna específica e a estabilidade da linha de costa, dos aspectos mais beneficiados, já que as salinas activas proporcionam a existência de ecossistemas determinantes para a sobrevivência de várias espécies animais e vegetais e impedem a ação negativa das marés vivas sobre as zonas do litoral devido aos muros-dique que defendem as unidades produtivas.
Esta metodologia artesanal e tradicional, fazendo parte da Cultura e da própria História de Portugal tem diversas variantes nos outros salgados, decorrentes das características climáticas e de solo e das próprias idiossincrasias dos marnotos em cada região.
 
 Registo
 
O registo da produção é feito através da área reservada do balcão eletrónico da DGRM.
 
Caso o empreendedor não tenha possibilidades ou conhecimentos informáticos, deve contactar os serviços da DGRM.